Por: Gabriela Brandão
Março, mês da mulher, acredito que apenas 1 mês não seja o suficiente para lembrar do significado e grandiosidade de todas as realizações e conquistas que nós vivenciamos pelo caminho. São tantas histórias, tantos nomes, mas separei 5 personagens icônicas que representam a beleza e a força de ser mulher.
Não poderia começar diferente, o grande nome da música popular brasileira, que nos deixou neste ano (2022), Elza Soares, a Melhor Cantora do Milênio, e quem diz isso não sou só eu, mas também a rádio BBC de Londres. A cantora, que iniciou sua carreira em 1953, é a voz de grandes sucessos, como “Se acaso você chegasse”, “Maria da Vila Matilde” e “A carne”.
Considerada a primeira repórter negra da televisão brasileira, a jornalista Glória Maria estreou na Rede Globo em 1971 e foi a primeira a entrar ao vivo, em cores, no Jornal Nacional. Glória protagonizou diversos momentos históricos da TV, durante seu trabalho no “Fantástico”, viajou para mais de 100 países e entrevistou grandes nomes internacionais: Madonna, Michael Jackson e Leonardo DiCaprio.
Uma das primeiras escritoras negras do Brasil, Carolina Maria de Jesus completaria 108 anos no dia 14 de março. Autora do best-seller, Quarto de Despejo - Diário de uma favelada, trabalhou como catadora de papel e morou na favela Canindé. A obra é um conjunto de textos que Carolina registrou enquanto enfrentava os desafios para sobreviver com seus 3 filhos na periferia de São Paulo.
“O maior espetáculo do pobre da atualidade é comer” - Carolina Maria de Jesus
Eleita a Melhor Jogadora de Futebol do Mundo por 6 vezes pela FIFA, Marta Vieira da Silva iniciou a sua carreira quando tinha apenas 13 anos, no Centro Sportivo Alagoano. Passou pelo Vasco da Gama e Santa Cruz Futebol Clube de Minas Gerais, e em 2004 começou sua carreira internacional. Marta joga no meio-campo e no ataque, já foi campeã na Copa do Brasil e na Copa Libertadores da América.
Compositora, cantora e deputada estadual, Leci Brandão é uma das maiores vozes do samba e a primeira mulher que participou da ala de compositores da Mangueira. Suas músicas, além de grandes sucessos, como o clássico de toda roda de samba, Zé do Caroço, também são denúncias contra as injustiças.
É incrível ver o que todas elas já fizeram, imagine só o que muitas realizam de forma anônima todos os dias. Ser mulher é ser sobrevivente, ser mulher é quase sempre ter que conquistar o que alguém disse que era impossível.
“Vamo, galera, MULHERES!”
Conta para mim quais são as mulheres que mais te inspiram!!
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Fontes utilizadas:
Elza Soares
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